Com 3,2 mil atendimentos no Oeste, primeira base aeromédica do Interior completa oito anos


Desde o início das operações aéreas na macrorregião Oeste, o serviço médico de urgência e emergência realiza transferências inter-hospitalares para centros de referência, atendimentos de acidentes em rodovias e apoio ao Sistema Estadual de Transplantes, para o translado de órgãos até uma equipe especializada.


O resgate aeromédico de Cascavel completa oito anos de atividades neste mês. Desde o início das operações aéreas na macrorregião Oeste, o serviço médico de urgência e emergência realiza transferências inter-hospitalares para centros de referência, atendimentos de acidentes em rodovias e apoio ao Sistema Estadual de Transplantes, para o translado de órgãos até uma equipe especializada.


O helicóptero de resgate da Rede Paraná Urgência, com 100% de disponibilidade para o Sistema Único de Saúde (SUS), é financiado pelo Governo do Estado e gerenciado pelo Consórcio Intermunicipal do Samu Oeste do Paraná (Consamu). O sistema permite o transporte rápido da vítima até um hospital mais próximo, diminuindo as taxas de morbidade e mortalidade. O serviço realiza operações nas regiões de Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, totalizando 94 municípios.


“Esse serviço é referência na região Oeste e Sudoeste no Paraná e já salvou muitas vidas, com agilidade e assertividade nas ações, melhorando o atendimento na rede de urgência e emergência. Fica o nosso reconhecimento pela dedicação das equipes, que dia e noite estão de prontidão para rapidamente prestar socorro aos paranaenses”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Além de Cascavel, o Estado conta com outras quatro bases operacionais com helicópteros em Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba. Há também um avião UTI e outras aeronaves da Casa Militar a serviço das operações de resgate.


“Dispomos de cinco bases de helicópteros que prestam o atendimento, abrangendo todos os municípios para que ninguém fique desassistido. O transporte de pacientes críticos é um trabalho de imensa responsabilidade”, disse o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, Vinícius Filipak.


BALANÇO – Neste período, 3.271 pacientes foram socorridos, totalizando 4.790 horas de voo. No primeiro ano de operações houve 268 missões com pacientes, subindo para 481 em 2021. A equipe responsável é formada por dois comandantes, dois mecânicos, quatro enfermeiros e 12 médicos, que se revezam em turnos de plantão, garantindo o atendimento de forma ininterrupta, além de todo o suporte da Central de Regulação do Samu Regional do Oeste e as equipes de suporte básico e avançado.


“Estamos muito felizes. São oito anos de atendimento à população. Nosso serviço traz agilidade no momento da dor e do sofrimento. Estamos sempre à disposição para servir os paranaenses, que por vezes, estão entre a vida e a morte”, disse o coordenador médico da base de Cascavel, José Luiz Irigonhê.

A maior parte dos pacientes atendidos é de idosos acima dos 60 anos (1.297), seguido de adultos entre 15 e 59 anos (1.257), neonatal (372) e pediátrico (345). Um balanço feito pela equipe constatou que os homens são maioria nos resgates.


As emergências cardiovasculares estão em primeiro lugar, com 968 atendimentos, seguido de politraumatizados graves em geral, sobretudo vítimas do trânsito, contabilizando 746 atendimentos. Causas neurológicas, ocorrências neonatais, respiratórias, infectológicas, digestórias, endócrinas e renais, oncológicas e obstétricas também acionaram o socorro neste período.

2 visualizações0 comentário