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Cirurgia bariátrica: a importância do acompanhamento psicológico para adequação à nova vida


A obesidade é hoje um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. O excesso de peso é uma doença difícil de ser tratada e, como tal, exige cuidados tanto sociais quanto psicológicos.


A cirurgia bariátrica, também conhecida como cirurgia de redução de estômago, tem se tornado uma opção cada vez mais comum para pessoas que sofrem com a obesidade severa. Além de auxiliar na perda significativa de peso, esse procedimento também traz uma série de mudanças na vida dos pacientes, promovendo melhorias na saúde física, emocional e social.


Porém, antes de se submeterem à cirurgia bariátrica, os pacientes precisam passar por um rigoroso processo de avaliação médica e psicológica. “É fundamental que eles estejam cientes dos riscos e benefícios do procedimento, além de adotarem um compromisso com a adoção de um estilo de vida saudável pós-cirurgia”, explicou a psicóloga Herinne Vitória Silva (CRP 08/17721). Segundo ela, a avaliação psicológica, é um dos exames exigidos pelo cirurgião. “O foco do acompanhamento psicológico é preventivo e educativo. O paciente fala sobre dificuldades e compulsões, desejos, limites, desafios que pretende superar”, explicou Dra. Herinne.


Segundo o Gastroenterologista e Cirurgião do Aparelho Digestivo, Dr. Luiz Carlos Bremm (CRM-PR 14.018), a cirurgia bariátrica não é uma solução rápida e definitiva para a obesidade. “É necessário adotar um novo estilo de vida que inclua uma alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento médico contínuo”, explicou o médico que continuou: “Os pacientes também devem aprender a lidar com as mudanças sociais, como o relacionamento com a comida e as interações sociais em torno de refeições, por isso agendar com uma psicóloga é essencial”, detalhou Dr. Bremm.


De acordo com o cirurgião, logo após a cirurgia, os pacientes precisam se adaptar a uma nova rotina alimentar. As restrições alimentares são significativas, com porções reduzidas e a necessidade de consumir alimentos de fácil digestão. “É comum que haja desconfortos iniciais, como náuseas e vômitos, enquanto o corpo se ajusta à nova realidade. O suporte médico e psicológico é essencial nessa fase de adaptação”, finalizou Dr. Bremm.




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