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Visando autossuficiência em farelo de soja, cooperativa terá apoio do BNDES


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 104 milhões à C. Vale – Cooperativa Agroindustrial, com o objetivo de apoiar a implantação de uma unidade de extração de óleo de soja em Palotina, no oeste do Paraná. O projeto permitirá à C. Vale atingir a autossuficiência em relação ao farelo de soja, insumo importante na composição de rações animais.


A operação, com recursos do Plano Safra, por meio do Programa de desenvolvimento cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária (Prodecoop) e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), é mista: parte será liberada pelo BNDES diretamente ao cliente (R$ 84 milhões) e outra parte (R$ 20 milhões), de maneira e indireta, via Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).


A nova unidade terá capacidade de processar até 3.000 mil toneladas de matéria-prima por dia, com potencial de gerar até 2.300 toneladas de farelo, 600 de óleo vegetal degomado (óleo puro, utilizado na produção de ração) e 36 de casca peletizada (também empregada na alimentação animal).


A obra contempla ainda uma área para recebimento e armazenagem de soja em grãos, com capacidade de até 120 mil toneladas, uma estrutura para armazenagem de produtos finais e tanques para o óleo degomado. Completam o projeto, área para expedição de produtos e áreas de apoio: administrativo, refeitórios, laboratórios, etc.


A estimativa é de que a construção gere 1,5 mil empregos diretos e indiretos, mobilizando pelo menos 20 empresas especializadas em segmentos como instalações elétricas, fabricação e montagem de equipamentos e construção civil. Na fase operacional, o empreendimento deve criar 70 empregos diretos e 500 indiretos.


A presente operação complementa o funding do BNDES neste projeto da C.Vale. O Banco já havia aprovado, em 2021, um financiamento de R$ 252,3 milhões para a iniciativa (saiba mais aqui). Com isso, os recursos do BNDES passam a representar 55% do investimento total da cooperativa no projeto, que é de R$ 659 milhões.


Na aprovação da primeira tranche, o diretor-presidente da C. Vale, Alfredo Lang, ressaltou que “o processo de agroindustrialização na cooperativa ocorreu pelo apoio do BNDES, com linhas de longo prazo que viabilizaram a implantação das indústrias, da mesma forma que agora a esmagadora de soja está sendo viável pelo apoio financeiro do Banco”.


Com atuação em todos os estados do Sul, além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraguai, a C. Vale é a segunda maior cooperativa singular do Brasil. Tem mais de 24 mil associados, em sua maioria pequenos produtores rurais, e gera mais de 12 mil empregos diretos. Atua no abate e industrialização de peixes, suínos e frangos e produz leite, mandioca, milho, trigo e soja, grão do qual o Brasil é o maior produtor e exportador.


O superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, Marcos Rossi, lembra que “o cooperativismo paranaense gera renda para mais de 180 mil produtores rurais cooperados e quase 100 mil empregados que trabalham no beneficiamento da produção agrícola". Segundo ele, o modelo de cooperativismo da Região Sul, especialmente no Estado do Paraná, é algo que o Banco gostaria de ver mais difundido pelo Brasil.

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