Moda: Transformações da Michelle Bolsonaro



Olá.

No nosso encontro da semana passada, falei que a maneira como nos vestimos, sempre comunica alguma coisa, a tal da comunicação não verbal. Diante disso, andei reparando as transformações da Michelle Bolsonaro desde que ela se tornou primeira-dama.

Antes disso e até o começo do mandato, a persona Michelle, era totalmente romântica em termos visuais. Cores suaves, delicadeza no traço, tinha muita feminilidade ali. Seria uma representação perfeita da dona do lar da “tradicional família brasileira” - onde a mulher muitas vezes tem o papel de enfeite.

É bonita, sorri e sabe receber (isso não é uma crítica, é uma leitura de um contexto que existe na nossa sociedade). O que tem de errado? Nada, absolutamente. Inclusive, durante toda a história (quase todas) as primeiras damas vêm acompanhadas dessa construção visual. Construção esta, que também comunica uma postura pouco ativa em relação à política, a governar um país, e todas as funções que dentro do contexto original caberiam ao presidente eleito, enquanto a primeira - dama enfeita e sorri, promove uns jantares e ajuda instituições de caridade.



O que percebi do meio do ano passado pra cá, foi uma virada do avesso nessa construção de comunicação. Começando pelas roupas leves substituídas por uma alfaiataria mais pesada, de corte tradicional. Acessórios mais clássicos e discretos, e por último o cabelo foi do loiro suave para o castanho quase preto. O que isso nos diz? Ou melhor, o que isso quer nos dizer?

Uma construção visual “do lar” , que passou para uma figura de “ mulher de negócios “ de “ eu mesma vou lá e resolvo”. Notem que a imagem dela ao sofrer essas transformações, perde a feminilidade e doçura, e se aproxima de uma forma mais rígida, e por consequência: masculinizada. O que facilita muito para trabalhar em ambiente com muitos homens, já que a fragilidade não está sendo comunicada em nenhum momento.


Houve uma mudança muito radical, que particularmente eu duvido que não tenha sido muito bem pensada. Se a ideia é comunicar uma primeira - dama ativa, interessada e engajada politicamente, o caminho é esse mesmo.


Quero deixar claro, que aqui nesse texto, não falei sobre política, nem se gosto ou não do atual governo. Foi apenas uma análise para vocês entenderem, sobre construção de imagem com estratégia. Espero que vocês tenham gostado e aproveitem o conteúdo.


Uma abraço bem estiloso,



Dominique Lauff

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Foz do Iguaçu - Paraná

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