Educação inclusiva é tema de formação com professores de apoio


Alunos com transtorno do espectro autista e outras deficiências são acompanhados em salas de aula por estes profissionais, que atuam como mediadores do processo de ensino-aprendizagem


O papel do professor de apoio em sala de aula, suas atribuições e a inclusão escolar foram assuntos debatidos nesta quarta-feira (18) durante uma formação com os profissionais que atuam nas 50 escolas da rede municipal de ensino. O curso, promovido pela Diretoria de Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação, foi no auditório da Acifi. No último sábado (14), os professores de apoio dos 42 Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) participaram da formação.


O intuito, conforme explicou a diretora de educação especial, Vanessa Aquino, é assegurar que todos os alunos com transtorno do espectro autista (TEA) e outras deficiências tenham seus direitos garantidos. “Essa é a primeira formação do ano com esses profissionais, que exercem um papel fundamental no desenvolvimento pedagógico dessas crianças. Vamos debater as atribuições, os desafios deste trabalho e oferecer informações sobre a educação inclusiva e o respeito ao desenvolvimento de cada criança”, explicou Vanessa.


A rede municipal de ensino possui atualmente 578 alunos com TEA, sendo 334 matriculados nos Cmeis e 244 nas escolas e 209 com outras deficiências (física, intelectual, visual e auditiva). O professor de apoio atua como um mediador no processo de ensino-aprendizagem destes alunos, orientando também nos momentos de higiene, alimentação e locomoção.


Para exercer essa função, o profissional deve ter empatia e sensibilidade mais aprimorada. “O professor de apoio precisa respeitar o desenvolvimento de cada criança, ter sensibilidade e compromisso na busca de soluções para os problemas, inovar nas práticas pedagógicas e transformar barreiras em acessibilidade, mas, acima de tudo, o lado humano precisa vir antes de qualquer coisa”, disse a palestrante Rita de Cássia Camargo, coordenadora da Diretoria de Educação Especial.


Durante a formação, também foram apresentados dados científicos sobre as principais características de crianças autistas e como os profissionais devem atuar em casos de comportamentos disruptivos.


Link: https://www5.pmfi.pr.gov.br/noticia.php?id=50170

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