Correios tem lucro recorrente recorde de R$ 3,7 bilhões


Os Correios fecharam o ano de 2021 com lucro recorrente histórico de R$ 3,7 bilhões, superando em 101% o valor apresentado em 2020, resultado positivo pelo terceiro ano consecutivo. A empresa apurou, ainda, uma evolução de 113% no indicador financeiro EBITDA (traduzida como lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ou seja, um saldo de R$ 3,1 bilhões.


Tratam-se dos melhores índices registrados nos últimos 22 anos. A curva ascendente apresentada nas demonstrações contábeis, em conjunto com os resultados expressivos anunciados em 2020 e 2021, reflete o êxito do projeto de recuperação financeira e de sustentabilidade econômica executados pela gestão dos Correios, sob a supervisão do governo federal.


Iniciada em junho de 2019, a gestão atual, liderada pelo presidente Floriano Peixoto, encontrou um cenário diferente em sua chegada aos Correios: a situação era crítica, com risco de dependência do Tesouro Nacional, o que poderia causar um passivo de R$ 14 bilhões à Administração Pública Federal. Assim, uma série de medidas estruturantes foram tomadas inicialmente, como ajustes no corpo diretivo da administração central e das superintendências estaduais, planejamento econômico para sanear a empresa nos seis meses seguintes, suspensão de contratos de consultoria, avaliação imediata das condições das diretorias, revisão dos maiores contratos, estreitamento do contato com órgãos federais (TCU, CGU, AGU, PGR, STF, STJ, PF E PRF) – com a participação direta do presidente, dentre outras.


Dessa forma, após esse trabalho, os Correios, alinhados às ações de modernização e de readequação às exigências do mercado, têm conseguido sinalizar uma importante melhora em sua saúde financeira e, também, a retomada de altos padrões operacionais. Para alcançar esses resultados, um extenso e complexo trabalho tem sido desenvolvido pela atual gestão, em diferentes frentes.


As ações incluem revisão das linhas de negócios, racionalização de custos, renovação dos canais de atendimento, planejamento integrado da área de negócios e operações, melhoria da qualidade operacional, aumento da receita de vendas, tornando possível realizar maiores investimentos.


Gestão de pessoas


Para chegar a esse resultado, foi realizada a adaptação do Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados refletindo o praticado atualmente pelo mercado, dentro do que estabelece a CLT, propiciando em economia de cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano, o que representava aproximadamente 6% de toda a despesa da estatal. Destaca-se, ainda, dois Planos de Demissão Incentivada efetuados durante a gestão que, até o ano de 2021, representa uma economia de R$ 2,1 bilhões na folha de pagamento.


A aprendizagem contínua dos empregados foi fortalecida com as inovações trazidas por sua universidade corporativa, com ações de Educação e Gestão do Conhecimento mais acessíveis e ágeis: mesmo em trabalho remoto, os empregados foram estimulados a aproveitar as oportunidades de capacitação online ofertadas pela universidade. Em 2020 e 2021 mais de 85% das capacitações ocorreram na modalidade EaD. Somente em 2020, 80.280 empregados foram capacitados, sendo mais de 72 mil carteiros e atendentes, mais de 4 mil analistas e 3 mil técnicos de Correios. Em 2021, o ciclo de capacitação continuou, com a participação de mais de 64 mil nos cursos a distância, que puderam desenvolver competências e aperfeiçoar conhecimentos, impactando positivamente os resultados da empresa.


Com base nos preceitos da meritocracia, a empresa promoveu, em 2021, a nomeação dos novos gestores nas Superintendências Estaduais, após a realização de um processo transparente de recrutamento e seleção interna. Função de grande relevância para a execução da missão da estatal nos Estados, tanto em nível estratégico como operacional, os novos gestores receberam todo o alinhamento da alta gestão para sincronizar expectativas da empresa com a atuação esperada pelas superintendências.


Governança e estratégia


A estatal fortaleceu sua governança, promovendo a atualização de seu Estatuto Social, do Regimento Interno, do Regulamento de Pessoal, do Código de Conduta Ética e Integridade, dos manuais e das principais políticas corporativas, dentre outros aspectos de sua estrutura normativa.


Também foi aprimorada a parceria com os órgãos de controle das instituições públicas. Paralelo a isso, a empresa também tem adotado padrões rígidos de compliance, que se estendem às suas subsidiárias, como o Postalis e a Postal Saúde. O relacionamento com esses entes - que estão sendo geridos de forma competente e profissional -, segue pautado pela transparência e pela probidade. A empresa zerou o déficit de R$ 600 milhões com a operadora do plano de saúde, que vinha perdurando desde 2019. Foi regularizado o déficit com a operadora, restando no saldo apenas os valores ainda em análise/faturamento. A situação impactava diretamente no atendimento aos empregados, que sofriam com limitações na rede credenciada.


Nesse período, o Postalis teve os Conselhos Deliberativo e Fiscal restabelecidos, após dois anos de intervenção federal. O trabalho foi realizado em conjunto com o instituto de previdência para atualizar o passivo da entidade. Uma série de ações estão colaborando com a retomada da credibilidade e a recuperação de investimentos mal sucedidos.


A preocupação com o controle da gestão propiciou a evolução no Índice Integrado de Governança e Gestão das Empresas Públicas Federais (IGG), aferido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que mede a capacidade de governança e de gestão das organizações públicas federais. Os Correios obtiveram a nota 73,9%, demonstrando assim avanço em relação ao último ciclo (2018), quando alcançou 67% da pontuação. Com esse resultado, os Correios se posicionam entre as 20 estatais com os melhores índices mensurados, num total de 54 empresas públicas avaliadas. O IGG-TCU mede o nível de governança e implementação de boas práticas de liderança, estratégia, gestão de TI, gestão de pessoas e contratações das organizações públicas federais. Ainda, a estatal foi classificada como Nível 2 no Indicador de Governança IG-SEST, no 5º ciclo de avaliação, realizado em 2021, pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).


A empresa realizou, em 2021, seu maior investimento em equipamentos de segurança, superando o valor investido entre 2016 e 2020, alcançando um total de R$ 79,8 milhões. Somente nos últimos três anos, foram mais de R$ 124 milhões investidos para reduzir vulnerabilidades e ampliar o grau de proteção em todo o fluxo postal. Esses recursos, somados aos R$ 382 milhões destinados à contratação de serviços de segurança nesse mesmo período, vieram potencializar as ações de combate a ilicitudes, corrupção e fraudes em âmbito interno, como também reforçar os dispositivos que garantam a segurança dos empregados, das unidades e das rotinas operacionais executadas pelos Correios.


A parceria com órgãos de segurança pública e de fiscalização é outra estratégia fundamental para atuação integrada na prevenção e repressão de ilícitos e se constitui em êxito das investidas da estatal. O compartilhamento de informações e a ação conjunta na identificação e na mitigação de possíveis irregularidades com outras instituições são contínuas e rotineiras, tais como Polícia Federal, Receita Federal (RFB), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Exército Brasileiro e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).




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