Bolsonaro exalta programas sociais, fala em ‘eleições limpas’ e defende atuação do governo


Presidente falou em ‘números fantásticos’ da economia, rebateu críticas por declarações sobre a Covid-19 e disse ser ‘perseguido’ por Alexandre de Moraes


O presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL), iniciou nesta segunda-feira, 22, a série de entrevistas do Jornal nacional, da Rede Globo, com os presidenciáveis. Ele foi questionado sobre propostas sobre economia, compromisso com a democracia, respeito ao resultado eleitoral, meio ambiente, gestão de seu governo durante a pandemia de Covid-19. Aos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, o mandatário reconheceu que alguns números econômicos, como da inflação, dólar e taxa de juros, deveriam ser menores, uma das duas promessas de campanha em 2018, mas ponderou que a pandemia, a seca e a guerra entre Rússia e Ucrânia trouxeram dificuldades, que agora já são superadas no Brasil. “Dados mostram o Brasil como único país do mundo com deflação. Uma inflação menor que da Inglaterra e dos Estados Unidos. O desemprego tem caído, os números da economia são fantásticos. O que pretendemos fazer é continuar essa política”, afirmou Bolsonaro, mencionando o que deve fazer, se reeleito. Segundo ele, a grande “vacina econômica” feita em 2019 foram as reformas aprovadas, que fizeram o país “suportar” 2020, assim como o auxílio emergencial, “que fez com que a economia não colapsasse”, exaltou Bolsonaro.


Outro ponto de destaque da entrevista foi a pandemia de Covid-19. Ao ser questionado por Renata Vasconcelos se estaria arrependido das declarações feitas durante a crise sanitária, como a de que vacinados iriam “virar Jacaré”, o chefe do Executivo se limitou a dizer que o governo federal “fez a sua parte” ao comprar 500 milhões de doses de vacinas, equipamentos médicos e garantiu os repasses aos Estados para abertura de hospitais de campanha federal “fez a sua parte”. “Usei uma figura de linguagem [do Jacaré]. Isso não é brincadeira, faz parte da linguagem. Não errei nada no que falei, falei que deveríamos tratar idosos, pessoas com comorbidades e o resto da população trabalhar. Hoje, muitos falaram que o lockdown foi um erro. O lockdown serviu para atrapalhar a economia e infectar mais pessoas em casa”, afirmou, reforçando que lamenta as mortes. “Quem não perdeu um amigo ou parente?”, questionou.

Outro tema também abordados pelos apresentadores foram as críticas e xingamentos do presidente direcionados ao ministro Alexandre de Moraes, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao ser questionado qual o intuito das críticas, Bolsonaro disse que “vem sendo perseguido” pelo ministro. “A temperatura subiu, mas hoje em dia, ao que tudo indica, está pacificado”, argumentou. Sobre voto impresso, urnas eletrônicas e eleições, o mandatário voltou a defender mais transparência no sistema eleitoral, mas disse que o “Brasil terá eleições limpas e transparentes neste ano”. Jair Bolsonaro foi o primeiro candidato à presidência a participar da entrevista no Jornal Nacional. A ordem foi definida por sorteio e a série contará com a participação de Ciro Gomes (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Simone Tebet (MDB), que ao lado do atual presidente completam os quatro primeiros colocados nas pesquisas eleitorais.

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